Arqueólogos descobrem vasta “Megalópole” de 2.500 anos oculta sob a floresta amazônica

Uso de tecnologia avançada de laser (LiDAR) revelou uma rede complexa de estradas, plataformas e pirâmides em uma área antes considerada inabitada, desafiando tudo o que sabíamos sobre a história da região.
DA REDAÇÃO — Uma equipe internacional de arqueólogos anunciou hoje uma descoberta que promete reescrever os livros de história da América do Sul. Escondida sob a densa copa das árvores no vale do rio Upano, no leste do Equador, foi encontrada uma vasta rede de assentamentos urbanos que floresceu há cerca de 2.500 anos.
Até pouco tempo, acreditava-se que a Amazônia antiga era habitada apenas por pequenos grupos nômades ou tribos dispersas. No entanto, a nova descoberta aponta para uma civilização de complexidade comparável à dos Maias, na América Central.
A Tecnologia que “Vê” o Passado
A descoberta só foi possível graças ao uso da tecnologia LiDAR (Light Detection and Ranging). Um sensor montado em um avião dispara milhares de pulsos de laser por segundo em direção ao solo. Esses lasers conseguem penetrar as frestas da vegetação e mapear o relevo da terra, revelando estruturas que seriam invisíveis a olho nu.
“É como se tivéssemos tirado a floresta digitalmente,” explicou a Dra. Elena Vasquez, coautora do estudo. “O que vimos não foram apenas algumas cabanas, mas uma paisagem totalmente antropizada, moldada por mãos humanas em uma escala monumental.”
O Que Foi Encontrado
As imagens revelaram mais de 6.000 plataformas de terra retangulares, que serviam de base para residências e edifícios cerimoniais. O aspecto mais impressionante, contudo, é a conectividade:
- Estradas largas e retas: Algumas vias chegam a ter 10 metros de largura e se estendem por até 25 quilômetros, conectando diferentes centros urbanos.
- Canais e drenagem: Um sistema sofisticado de gestão da água sugere uma agricultura intensiva capaz de sustentar uma população de dezenas de milhares de pessoas.
- Defesa: Valas e estruturas que sugerem fortificações contra ameaças externas.
O Fim do Mito da “Terra Virgem”
Esta descoberta reforça uma teoria crescente na arqueologia moderna: a Amazônia pré-colombiana não era uma floresta virgem intocada, mas sim um jardim cultivado e urbanizado. Estima-se que a civilização descoberta tenha durado cerca de 1.000 anos antes de desaparecer misteriosamente, deixando suas cidades serem engolidas pela selva.
“Isso muda nossa perspectiva sobre a resiliência e a engenhosidade humana,” concluiu Vasquez. “Havia impérios aqui onde pensávamos haver apenas natureza selvagem.”
As escavações físicas para confirmar a datação dos artefatos devem começar no próximo semestre, mas a comunidade científica já considera este um dos achados mais importantes do século XXI.
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